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Nesta garrafa de cabaça está guardada a minha alma
isto diria Li-da-bengala-de-ferro-e-garrafa-de-cabaça
sai dela um fuminho e, quando calha, a minha alma
sem forma ou: a minha alma, miniatura duplicada do meu corpo.

Isso só ocorre, claro, quando a minha alma não resolve
transformar-se em noite cósmica, caranguejo no mundo –
esse animal que hiberna, ao jeito do qual todos os ocidentais
escrevem. Mesmo sem terem, por mínimo, tal entendimento.

Poderes curativos de mãos estendidas ao alto, garrafinhas com
elixir, receitas & beneficiências divinas. Duas ameixas, poções
rosadas ou vermelhas, um gato entre cortinas, relâmpago
nas garras – suspeito. De digerir grilos enrolando a erva.

Cães barafustando ao longe, inconformados com os ruídos da noite
ou a voz rouca da escuridão: como karttikeya (nascido no azul
quente das Plêiades de sete irmãs, entre poeira; incluindo uma
que recusou engravidar). Virou-se o jovem revoltadíssimo para a
guerra, com vigor de pavões e armaduras. [Nada de admirar.]

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