PEDRA DA DOR

Sentei na pedra da dor

ar-doce, job-gin, parti-dia

pousei na ponta do amor

ond’onda traja alegoria

(melou… palminhas!)

 

Ali pairava também

à proa Luiz Melodia

(alôu, d’ostra, amém!)

 

Empeado na pedra-vapor

Melô colhia no arpão do dia

bola melocotón, andaluz olor

al-mirante mirei, surfei melancolia

 

‘Inda vivo, cargueiro d’amor?

sol laranja na cor

inundando seu rosto

junto ao 7 do Posto

 

Pôs raros óculos

ajeitou as tranças

sintonizou os lóbulos

para afinar as danças

 

Era um anjo negro

esse demônio e tanto

holly fada egro

multi-megalanto

 

Sereio atlântido

monge do apocalipse

de olho irrefletido

mediletante eclipse

 

Sentei na pedra do riso

que levitava Millôr

mil tapiocas a gosto

chocogaytranstricolor

guri guria de encosto

 

Nessa pedramor catita

estribava surfista e rastafari

alemã preguiçando vietnamita

manguari degustando seu Campari

ali gari deitava de abâmita

 

E pernas cruzadas Melodia

de harpanjo a tiracolo, melancia:

curtindo essa donzela à fatia.

Ébano cruel, morro do viver:

o Estácio pode lhe querer.

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